sexta-feira, 13 de outubro de 2017

AGOSTO

A gosto de Deus,
Serei cheio de gosto
Neste mês chamado agosto.
Nada de desgosto,
Nada de má sorte.
Só alegria e esperança.
Abaixo todo mau presságio
E toda desilusão.
Em agosto, estarei repleto de gostos
E nenhum desgosto.

A. Dionísio
Barreiras, 1º/8/2017

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

DESILUSÃO

Essa eterna mania que carregamos em nós
De esperarmos demais dos outros.
Essa tremenda ingenuidade
De achar que nossa alegria depende dos outros.
E, de repente, mais que de repente,
Descobrimos que tudo foi nada mais
Que uma grande ilusão.

A. Dionísio
Barreiras, 27.3.2017

terça-feira, 10 de outubro de 2017

FRAGILIDADE

Somos esses seres tão limitados,
Corruptíveis,
Marcados pela dor,
Pela transitoriedade.

Nosso corpo é qual vaso de argila,
A qualquer momento pode se partir.
Nossa tenda é frágil
Qual tenda de pano
Que a qualquer momento pode se romper.

Dionisius
Barreiras, 27.2. 2017


quinta-feira, 5 de outubro de 2017

PERCALÇOS

Passamos pela jornada da vida
Entre os altos e baixos,
Entre glórias e derrotas,
Às vezes firmes, às vezes cabisbaixos.
Quem não passou por isso
Nessa jornada saborosa
E dolorosa que é a vida?
Quem pode proclamar ser o único privilegiado
Em enfrentar os percalços e tortuosidades
Dessa doce e, às vezes, amarga caminhada?

A. Dionísio
Barreiras, 26/8/2017

sábado, 23 de setembro de 2017

CATARSES

Um grito,
Um xingamento,
Um empurrão,
Um gesto enérgico,
Uma sonora palavra dada,
Uma atitude deveras irracional...
... mas que produz libertação.

A. Dionísio
Barreiras, 29.12.2016

APRENDIZADO

Não somos "tabula rasa",
Somos capazes de aprender
Com os erros e dores da vida.
Estamos aqui nessa jornada
Que se chama vida
Para crescermos e sermos melhores,
A cada dia.

Perfeição? Ó doce ilusão!
Mas, certamente, cada fato,
Cada experiência nos ajuda
A tirarmos lições.

Percalços existem e devem servir de lição.
Olhar o passado suavemente
Sem tantas neuras
Para acertarmos no presente
E termos o futuro mais promissor.

A. Dionísio
Barreiras, 27/12/2016

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

REMINISCÊNCIAS

Da janela do meu apertado quarto,
Vejo a doce e prateada lua, ainda crescente.
Vem à memória tantos belos e doces momentos
Da minha jornada passada.
Acalentava tantos sonhos e ilusões,
Ansiava tanto por uma vida plena de sentido.
Hoje, depois de alguns anos,
Começo a ter os pés no chão
E esperar somente naquilo que é possível,
Que está ao meu alcance.
O passado embala a doce realidade.
Os sonhos ainda acontecem,
Mas revestidos de sadio olhar realístico.
Já não ouso me guiar por devaneios
E utopias infundadas.

A. Dionísio
Barreiras, 9/6/2016